Meu Espaço


Participação Especial do blog Samba de Gringo

Desde 2003 venho acompanhando o Blog da Milena. Uma das coisas que me chamou a atenção foi o amor desta moça pelas palavras. Lí muitas crônicas, poesias, textos e desabafos e me dei conta de como é maravilhoso o amor pelas palavras.
Como todas as semanas dou uma espiadinha por lá, hj entrei e vi a crônica que ela escreveu.  E como achei legítimo e acima de tudo humano, com autorização dela, publico este texto na íntegra.
Milena, obrigada pela sua autorização e pelas suas palavras em todos os posts que li do samba de gringo, popcorn bag e os outros blogs seus que acompanhei.

Quem quiser se deliciar com os textos dela é só entrar no: www.sambadegringo.wordpress.com

Vou linkar este endereço aqui ao lado tb.

A gente não vê por Aqui

Ando meio revoltada esses dias. Talvez seja só um pouco de TPM, ou talvez seja a minha parte rebelde querendo quebrar os grilhões da mediocridade, que nos fazem robôs que só dizem Amém. Estou farta de tanto preconceito e, pior, de tanta hipocrisia.
Assisto na Globo às suas auto-injeções de ego, exemplos de exemplos, morais de morais, contra bebida, cigarro, preconceito, etc, etc, etc. Quanta hipocrisia. Aqueles trechos de novela no meio do intervalo com a lição “se beber, não dirija”, e depois a emissora emenda com o peito estufado “RESPONSABILIDADE SOCIAL, a gente vê por aqui”.
Ontem ligo a TV à tarde e assisto um pouco de “Malhação”. Vejo então uma menina ser chamada pelos “colegas” de baleia, bolota, free-willy, gorda, quando a tal menina nada mais é do que um pouco mais cheinha para os parâmetros esquálidos da nossa sociedade. Pelo amor de Deus, a menina não é gorda!!!! Dêem uma olhada, ela é a da direita na foto:

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E como se não bastasse, escuto ontem mesmo, na novela das sete, o Malvino Salvador* falando para uma outra menina bem mais gordinha: “gorda desse jeito, como foi arrumar namorado?”. Como assim, por acaso ela é um ogro, faz parte de outra espécie? Porque ninguém diz “magra assim, como foi arrumar namorado”? Ou, “loira assim”, “alta assim”????
Que menino, hoje em dia, vai querer namorar uma gordinha se na própria televisão isso é considerado “errado”. Se os adolescentes já dão valor ao que os amigos pensam, imaginem quando isso é escancarado em rede nacional como impróprio.
Que diabos de exemplos de moral são esses que a Globo dá? Responsabilidade social. Preconceito então só é preconceito quando é racial? É muito bonito mostrar cena de novela com tolerância RACIAL e dizer “A gente vê por aqui”. Os outros tipos de preconceito nem são, ao menos, definidos como preconceito. Pior: são exarcebados, expostos como se fossem atitudes normais. Quanta hipocrisia!
Eu digo isso, indignada, porque sempre tive uns quilos acima do “normal” e sempre, a vida toda, sofri preconceito por isso. Principalmente quando eu era criança. Cansei de apanhar na escola, voltar com hematomas e ter que explicar para a minha mãe que as crianças me batiam porque me achavam gorda. Cansei de ser rejeitada  nas brincadeiras, ouvir piadinhas, escutar “mas você tem o rosto tão bonito”, como se o resto não significasse mais nada. O preconceito existe, está aí para todo mundo ver. Mas até aí, fazer apologia à isso é demais para a minha cabeça.
E não me venha dizer que os outros tipos de preconceito são piores, porque não são. A gordura está tão estampada para sofrer os pré-conceitos da sociedade quanto a cor da pele, a religião mostrada em vestimentas e os defeitos físicos.
Aonde essas pessoas querem chegar com essas frases absolutamente maldosas em suas novelas? Malhação não é uma novela supostamente para pré-adolescentes e adolescentes? As crianças são maldosas porque são sinceras, mas elas não nascem com o preconceito. Elas aprendem em casa, com os pais e com a televisão. Com os gibis e a Mônica, que nem era gorda. Qual é a graça em  menosprezar um gordinho e reduzí-lo, como se os magros fossem seres superiores? O que está acontecendo com a consciência humana, que às vezes parece regredir?
Eu simplesmente não entendo. Percebo que este preconceito absurdo contra a obesidade (e não estou falando sobre obesidade nos parâmetros médicos, mas nos parâmetros sociais) é muito mais incrustrado neste país do que em outros. Morando na Inglaterra, eu percebo um preconceito muito tímido, que não chega aos pés da maldade que existe no nosso país do biquini, no culto ao corpo em forma de Estado. No Brasil ser gordinho - e eu digo vestir a partir de 40 - é muito difícil. Principalmente para uma mulher.
Comprar roupas no Brasil é absolutamente ridículo. O que aconteceu com a indústria da modelagem de dez anos para hoje é um atentado. Se você colocar um jeans 42 de dez anos atrás em cima de um 46 de hoje, verá que eles têm o mesmo tamanho. O tamanho G não passa do que, um dia, foi um M larguinho. O GG agora é normal em qualquer loja, nem é mais artigo de lojas especiais, tamanho o seu encolhimento.  Qualquer mulher com um pouco mais de seio, barriga, bumbum ou coxa está jogada à marginalidade do mundo das grifes. Isso, para mim, já é uma tremenda discriminação.
Nunca me esqueço de uma mulher dizendo em uma entrevista que tinha “nojo de gente gorda”. Um alemão um dia também teve nojo de judeu. Sinto como se algum anoréxico fosse, a qualquer momento, enfiar todos os gordinhos numa câmara de gás e exterminar a “raça” inferior. Seleção “natural”… Como o atirador finlandês dessa semana que matou oito alunos e disse: “Eu, como selecionador natural, vou eliminar todos aqueles que julgar impróprios, desgraças da raça humana e falhas da seleção natural.” Que belos exemplos de próprios e impróprios que a televisão nos passa.
Se a gente quer falar de tolerância, de “coexistência”, que comece em todos os afluentes da palavra preconceito, não somente no religioso ou racial. A bem da verdade, a palavra “tolerância” por si só nem deveria caber aqui, pois só ela já é preconceituosa. Se alguém está sendo tolerante com outro, é porque de alguma forma não se sente igual ao outro e, sim, superior.
Toda a onda de “quilinhos a mais” virou uma monstruosa indústria de inibidores de apetite, cosméticos, clínicas de estética, grifes e shakes. Todos contra duas polegadas a mais!!! Mas como competir, se as meninas que vestem 38 estão fazendo endermologia para entrar no 36? De que adianta toda essa onda contra a anorexia, todos os apelos contra a bulimia, se continuam denegrindo em rede nacional qualquer pessoa com a coxa grossa?
É muito hipócrita fazer uma novela onde uma menina quase morre de anorexia – vejam bem: para alertar a população – e, alguns meses depois, transformar uma personagem, que nem barriga tem, na “baleia” da novela adolescente. E daqui a alguns meses, quem sabe, fazer documentários na Sexta-feira à noite mostrando os altos índices de bulimia em meninas magras; nossa, mas elas se acham gordas? Que grande hipocrisia. Perdemos totalmente os parâmetros e o bom-senso. Acho que nós, brasileiros, estamos é fartos de tantos exemplos negativos em novelas.
* Errata: o personagem era do ator Sidney Sampaio.
 


Pérolas de Fabrício Parte I

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Trabalha comigo aqui na agência um rapaz chamado Fabrício.

23 anos, estilo meio mano de falar (com sotaque mineiro) e de se vestir.

Ouso dizer aqui neste Blog que ele é a alegria deste escritório. Sempre de bom humor, um coração maior que ele, um cara que vai pra sempre comigo onde eu for independentemente da circunstância.

Quando abri a agência com a minha sócia, fizemos uma reunião com ele. A princípio ele iria cuidar da parte de eventos. Mas era impossível não explorá-lo na criação e design.

Com isso eu e ele trabalhamos quase que diretamente ligados e por isso hoje, dedico este post a ele. Com seu jeitão de mano e algumas pérolas que, vamos dizer assim, assassinam um pouco o português.

Este post é dedicado a ele e podem ter certeza que não será o único:

1º lugar – Gestação

Uma cliente nossa, super importante, esteve aqui no escritório para a renovação de contrato. A moça estava grávida (uma grávida linda por sinal):

Cliente – Gente, vou precisar muito de vcs nesse período, eu estou grávida e não vou trabalhar por enquanto pq não estou mais na idade de uma gestação tranqüila.

Monica – Tudo bem então, Ju, está tudo combinado e à partir de segunda retomamos os trabalhos pendentes.

- A cliente sai –

Fabrício – Nossa Monica, nem parece q ela está grávida de 10 MESES…

2º Lugar – Urgência

E-mail redigido pelo Fabrício:

Caro Cliente,

Precisamos marcar uma reunião e definir as pendências mais EMERGENTES.

3º Lugar – Religião:

Monica – Vc conhece alguma banda de reggae  super legal?

Fabrício – Conheço, mas é uma banda ESPIRITISTA (ele quis dizer espírita)

Bitchão meu anjo, eu te amo!!!!!
Vc faz tudo valer mais a pena  aqui dentro!


É amanhã!

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Finalmente nossas alianças vão sair da caixinha.
Decidimos fazer uma comemoraçãozinha a dois amanhã com um jantarzinho e uma esticadinha em algum outro lugar.
Estou me sentindo nas nuvens e por incrível que pareça, estou nervosa.

Mas este nervosismo tem explicação:
Agora é de verdade, pra valer. Não é apenas uma aliança como símbolo de compromisso e sim o começo de uma vida nova e de um caminho novo que nossas vidas irão tomar.

2007 foi um ano cheio de reviravoltas pra mim.

Arrisquei um negócio próprio que está indo muito bem, o trabalho dobrou (e é por isso que às vezes dou uma sumida, mas vou tentar postar todos os dias), mas é gratificante;
Reatei amizades antigas e me preservei de algumas novas;
Amei muito e esqueci de ME amar;
Sofri e lutei pelo que eu acreditava;
Fui atrás da minha felicidade e realização profissional;
Busquei o amor em todas as coisas;
Não deixei a peteca cair.

Esse é apenas um resumo do que eu passei este ano (no post de dezembro que vou fazer sobre a conclusão deste ano tem muuuuuito mais), mas retrata bem os gostos doces, amargos, salgados, secos e suaves que a minha vida se recheou.

Não, não reclamo, eu estou muito feliz. Feliz por ter sido intensa no amor, no trabalho, no convívio social e familiar.

Amanhã é mais um passo que a minha vida deu. É mais uma história pra contar, mais um momento pra lembrar e principalmente mais uma sensação pra VIVER.

Hj eu tenho certeza: Estou viva!

E que amanhã seja o primeiro passo de uma vida mais intensa ainda!

Lindo, eu te amo!


é exatamente isso que eu que eu passo quase q diariamente!


Indignação!!!

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Semana passada, prestei a prova para uma bolsa de MBA numa universidade super conceituada.
Venho estudando desde junho e estava super preparada para a prova. Eu precisaria de 35% de desconto pra fazer o curso, já que a instituição suga todas as nossas verdinhas.
A história já começou estranha pq, quando fui me inscrever para o teste, precisei marcar qto era a minha necessidade de desconto e me explicaram que, caso eu fizesse 100% da prova, ganharia 35% de desconto e se não atingisse a pontuação necessária não ganharia nada. Era o famoso 8 ou 80.
Tudo bem. Me inscrevi para a porcentagem que necessitava e fui pra casa com a apostila.
A prova constaria de 120 questões e 1 redação na primeira fase. Pra eu conseguir meu desconto, eu precisaria tirar 8 na redação e acertar 80 questões.
Difícil, mas não impossível.
Pois bem, o grande dia chegou e fui fazer a prova. A redação tinha como tema o acidente da TAM, precisava explicar o que realmente houve com a aeronave, quem eram os verdadeiros culpados e dissertar em 300 palavras o “Caos Aéreo (que não existe)”- Isso mesmo, estava escrito exatamente assim (caos aéreo que não existe).
Fiz a redação em mais ou menos 40 minutos e depois segui para os testes.
Foi aí que fiquei furiosa. Perto de 2 horas de prova, o professor diz assim: “pessoal vcs tem mais 30 minutos para entregar a avaliação”.
O quê? 30 minutos?
Ele deve estar de brincadeira.

Fiz as contas na minha cabeça: “2 horas e 30 minutos são 150 minutos. Levei  40 pra fazer a redação me sobram 110. Para 120 questões, é menos de 1 minuto por questão.
Olhei pra minha prova, ainda faltavam 10 questões de estatística (com contas e cálculos a perder de vista), todas as questões de inglês e mais umas 10 de conhecimentos gerais.
Não era humanamente possível fazer a prova neste tempo.
Nessa hora, parecia que o relógio acelerou, eu tentei terminar, mas não consegui. Ainda faltavam 30 questões pra fazer e me sobravam 05 minutos.
Resultado: chutei estas 30 que nem ao menos li e entreguei a prova xingando  todas as gerações do reitor da faculdade.
30 pessoas fazendo prova na minha sala e NINGUÉM havia terminado.
Fui até a administração da faculdade e abri uma ocorrência. Ou meu dinheiro de volta ou a possibilidade de fazer outra prova em um tempo decente.
HJ chegou o resultado da prova e da minha ocorrência.
Acertei 70 questões e tirei 8 na redação. Não passei.
Na minha ocorrência consta a possibilidade de 20% de desconto e um “Infelizmente, não podemos fazer mais nada”.
Eu não vou cursar o MBA naquela universidade, não é nem pelo desconto, pq 20% se eu apertar daqui ou dalí dá pra fazer, mas pela falta de respeito deles perante aos novos alunos. Se a prova foi assim, o que eu posso esperar do curso?
O jeito é estudar novamente e prestar a prova de outra instituição.
O mais triste é ter que adiar mais um projeto por conta de terceiros.
Mas tudo bem!


anexo do Post anterior

Como sou indecisa, faço aqui uma enquete!

Qual template é mais legal?

esse ou o anterior?


??????

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decisão
de.ci.são
sf (lat decisione) 1 Ação ou efeito de decidir ou decidir-se; determinação, resolução. 2 Resolução ou sentença após discussão ou exame prévio. Antôn (acepções 1 e 2): indecisão.

Descobri que sou uma pessoa indecisa.
Sim, só vim descobrir isso agora aos 28. Tomar decisões tem sido muito difícil pra mim nos últimos tempos.

Com a agência nova, isso se tornou latente em mim. Eu não sei tomar uma decisão. Muitas vezes aqui no trabalho, é minha função praticar a famosa “tomada de decisão”. Lido com clientes, com arte final, com ego, com pessoas de todos os jeitos e caprichos. Cada caso exige uma reflexão, e pra quem não sabe se casa ou se compra uma bicicleta, é uma tarefa difícil.

Dia desses, estava conversando com meu sócio sobre o rumo de um cliente muito importante que temos aqui. Ele disse que era pra eu decidir e agir da forma que fosse melhor pra agência.

Eu parei. Parecia que um muro se construiu em questão de segundos ao meu redor. Foi a primeira vez que tive certeza que minha cabeça estava em branco.

Resultado: Entrei em pânico.

Questionei: “Como ele pode jogar toda essa responsabilidade em cima de mim?”
“Quem ousa tocar no meu ponto fraco?”

Decidir algo é ter coragem. E é por justamente saber disso que às vezes o não saber decidir me faz mal.

Estou me exercitando. É mais uma meta para 2008. Saber decidir!

Enfrentar uma decisão errada de frente, e não ter medo de ter feito esta opção!

E eu vou conseguir!


Horário de Verão

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Acho q sou uma das poucas pessoas que não gosta do horário de verão.

Não sei ao certo o que me incomoda mais: o fato de perder uma hora do meu domingo ou a semana toda que tenho pra me habituar com ele. Preciso sempre ajustar os 2 relógios, o de pulso e o biológico.

Entendo sim, o fator “economia” (0,99% de economia de energia num país como o Brasil é bastante considerável), mas é muito mais complicado acordar e, principalmente dormir na hora certa. O que talvez me deixe mais nervosa, é o fato de perdemos uma hora do nosso sagrado domingo. Perceberam como ele voou?

Fui dormir às 3 horas (2h do horário velho) e levantei às 12h (11h do horário velho). Nessa minha matemática muito louca, eu consigo entender que em vez de uma hora eu acabei perdendo 2 do meu super domingo de descanso.
Mas tudo tem seus 2 lados:

Vantagem – Sair do trabalho com o sol brilhando ainda, mesmo que seja 19h
Desvantagem – Acordar e o sol ainda nem se quer deu as carasDessa vez estou mais ranzinza pq só eu sei o quanto almejei este feriado.  Agora o jeito é esperar os que virão em novembro pra tirar o atraso (quer dizer, o adianto)!

sobre o horário de verão: A idéia de se adiantar os relógios para aproveitar melhor as horas de sol foi lançada em 1784 nos Estados Unidos por Benjamin Franklin, numa época em que ainda não existia luz elétrica. Mas sua idéia não sensibilizou o governo americano. O primeiro país a adotar oficialmente o horário de verão foi a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial.


Vida Nova

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Eu e meu namorado resolvemos enfim pensar numa vida juntos.
não sei se vamos nos casar como manda o figurino (e as famílias mais tradicionais), ou apenas fazer uma cerimônia ecumênica e oferecer um jantarzinho para poucas pessoas.

Mas isso a gente pode pensar com mais calma. O caso hj são as benditas alianças.
Há 3 semanas atrás, mandamos fazer as alianças. Um modelo personalizado, super simples, mas cheio de personalidade.

Eu, como uma autêntica geminiana, fiquei contando as horas para que desse o dia que elas ficariam prontas. O dia finalmente chegou. Eu fui correndo lá buscar parecendo uma criança em noite de natal, com os olhos brilhando. Fiquei maravilhada com aquele parzinho dourado na minha frente, eu nem queria pega-las pra não marcar as minhas impressões digitais.

Etapa da chegada das alianças concluída, agora faltava o Leandro chegar de São Paulo. Ele chegaria naquele mesmo dia à noite. E mais uma vez eu tentava desafiar o relógio pra que o tempo passasse mais rápido. Quando eram quase 18 horas e meu coração palpitando de tanta felicidade, recebo um SMS dele dizendo que a empresa pediu que ele ficasse mais 5 dias lá.
Eu nem sabia o que falar, apenas entendi e fui embora do trabalho pra casa.

Os 5 dias passaram até que rápido, e eu mais uma vez vindo trabalhar de ambulância de tantos problemas cardíacos que a semana anterior havia me causado.

Ele até tentou disfarçar, mas também estava super ansioso pra ver como elas tinham ficado.

Foi a primeira coisa que ele me perguntou qdo chegou em casa depois de 10 dias longe… “Linda, pega a caixinha pra eu ver?” Ele tava com uns olhinhos curiosos pro estojinho (eu queria que esta cena se repetisse pelo menos mais umas 2 vezes pra eu aproveitar cada olhadinha dele pra elas).
Resumindo, isso já faz 1 semana. E até hj não colocamos as alianças.
Por quê?
Na verdade queremos fazer uma coisinha só nós 2, mas mesmo que seja assim, queremos que seja especial, muito especial.  Veio o feriado e ele acabou trabalhando, e não queremos fazer com pressa (cá entre nós, eu estou com um pouco de pressa sim! Meu coração não é mais o mesmo depois do que eu passei).
Mas eu faço questão de contar pra vcs como foi. Quero muito dividir esta alegria!


Rendição

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Pois é.
Eu me rendí a um blog.

Eu não tenho muitas habilidades para a escrita, mas queria uma forma de compartilhar opiniões, fotos artigos e vídeos com amigos (ou futuros amigos que quem sabe virão aqui me visitar).
o objetivo do blog é exatamente esse, ficar perto de pessoas que há muito estão longe.

Então, vamos cortar logo essa fita vermelha e inaugurar esse  blog!